Audiência pública vai questionar inaceitável veto ao fomento do rock em São Paulo

Imagem: reprodução de Youtube

Gastar dinheiro público com bandas covers praticamente inexistes e que ninguém vê tocar pode, mas sancionar projeto aprovado na Câmara Municipal para fomentar o rock na cidade não pode porque n]ao há previsão orçamentária, entre outras sandices.

Essa é a administração da cidade de São Paulo, que depredou a Virada Cultural e e que não tem o menor apreço pela cultura. Ricardo Nunes (MDB), o prefeito, vetou integralmente o projeto que destina dinheiro para o rock em São Paulo. Um projeto aprovado em duas votações pelos vereadores.

Inconformados com o veto, vereadores e músicos convocam a população para um audiência pública na Câmara Municipal no dia 26 de agosto para discutir a questão e cobrar explicações da Prefeitura de São Paulo dos motivos para o veto ao projeto, já que outros gêneros musicais costumam ser agraciados com o mesmo tipo de fomento.

É a mesma administração que proibiu o uso de equipamentos que gerem energia nas ruas fechadas ao trânsito aos domingos para o lazer, como a avenida Paulista, medida que inviabiliza a realização de shows no local.

O motivo: pela incapacidade de fiscalizar os níveis de barulho, resolveu-se proibir tudo, para irritação de músicos, artistas e dos moradores que reclamaram do barulho.

Nunes vetou o Projeto de Lei nº 622/2025, que criava o Programa Municipal de Fomento ao Rock e suas Vertentes. A proposta de autoria dos vereadores Dheison Silva e George Hato agora retornou à Câmara Municipal de São Paulo, onde os vereadores analisam a manutenção ou derrubada do veto. [1, 2, 3]

A gestão municipal alegou vício de iniciativa, impacto financeiro e invasão de competência do Executivo, além de argumentar que já existem editais e mecanismos amplos de apoio à música e à cultura na Secretaria Municipal de Cultura. [1, 2, 3]

Audiência Pública

A Comissão de Finanças e Orçamento realizará Audiência Pública para debater o Projeto de Lei nº 622/2025, de autoria do Vereador Dheison Silva – PT, que dispõe sobre a Criação da Lei de Fomento ao Rock, no Município de São Paulo, conforme Requerimento 28/2026, de autoria do Ver. João Ananias, aprovado em 20/05/2026.

Local: Auditório Prestes Maia (1º andar) e Auditório Virtual

As inscrições para participação virtual nesta Audiência Pública se encerrarão às

Relembrando o caso das bandas covers

O portal Metrópoles revelou em julho que a Prefeitura de São Paulo destinou R$ 2,3 milhões para artistas desconhecidos e bandas que surgiram a partir de 2024.

São bandas que fazem versões de clássicos do rock nacional e internacional sem trabalhos editados ou gravados e que têm, dificuldade de provar que já tocaram em algum lugar no período. Algumas das bandas têm entre seus integrantes funcionário da própria prefeitura, como um secretário municipal.

Artistas independentes são ignorados sempre pela prefeitura em todo o tipo de edital, mas essas bandas covers que não conseguem comprovar serviços prestados receberam em média R$ 30 mil de cachê, segundo a reportagem do Metrópoles, para tocar em estações de metr4ô em quintas-feiras às 15h – shows que testemunhas e funcionários do metrô garantem nunca ter ocorrido.

Elas foram contratadas sem licitação sob a justificativa de serem “artistas consagrados”, cobrando valores até quatro vezes maiores que a tabela oficial. Em resposta, as bandas negaram irregularidades e vínculos políticos ou exclusivos com produtores da gestão

Em uma das notas oficiai da administração municipal, o texto diz que os cachês foram empenhados por meio de inexigibilidade de licitação com base em enquadramentos de portarias de com

Leia mais sobre esse caso estranho aqui.

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