Que tal uma nova revolução? H[a 35 anos um punhado de bandas ruins de uma cidade improvável e chuvosa os Estados Unidos sacudiu o mundo com música ruim, mas que mercado abraçou e que deum um novo alento aos jovens que viam no rock a salvação e a maneira de expressar um modo de vida diferente. O grunge, ainda que de qualidade duvidosa, foi a salvação que quase acabou com tudo.
O punkezinho mequetrefe do Nirvana serviu para mostrar que era possível fazer algo diferente, ainda que tosco e malfeito, de música excessiva e superproduzida – e desalmada – daquele começo de década de 1990 – exatamente como 15 anos ante, quando o punk varreu o mapa criticando demolindo a música comercial artificializada e em busc e dinheiro f[acil e rápido.
Os mais recentes trabalhos de U2, Foo Fighters e Coldplay, s´[o para citar as bandas que fazem mais sucesso desde sempre em um rock clássico não tão jurássico, demonstram que a paralisia criativa está dominando o mercado e afastando os jovens do rock, reforçando a máxima que já analisamos aqui no Combate Roc recentemente: rock hoje é coisa de velho, de pessoa que cultua o passado..
“Days of Ash” e “Easter Lily”, os dois mais recentes EPs do U2, padecem dos mesmos problemas que os recém-lançados singles do Foo Fighters: repetição incessante e fórmulas gastas e massificadas que há um bom tempo não funcionam mais.
São canções que remetem a um momento em que as duas bandas faziam aind diferença e conseguiam surpreender com uma música enérgica e vigorosa – a ponto de o Foo Fighters ter se transformado em uma banda muito melhor do que o Nirvana, uma façanha e tanto para o guitarrista e vocalista Dave Grohl, ex-baterista do próprio Nirvana.
Essa pasmaceira contaminou de tal forma as cenas que as bandas mais incensadas e celebradas por celebrar” o rock são Greta Van Fleet, Jayler e Dirtuy Honey, meas imitadoas do LÇed Zeppelin nos múinumos detalhes,. O que significa que, mesmo um público mais jovem de rock está mais interessado em celebrar o passado do que em buscar o novo.
Nada contra essa busca e admiração por estilos que fizeram o mundo delirar h´[a 50 anos, mas o fato é que a novidade deixou de fazer parte do rock, assim como a inovação. O rock hoje é o “novo” blues, música de nicho e com pouca margem – e vontade – para buscar coisa diferente. Neste ponto, o jazz é mais instigante, com instrumentistas que surgem no Japão, no Brasil, na Espanha e nas repúblicas centro-europeias.
É evidente que o underground tem muita coisa boa rolando, que tem gente criando coisas diferentes, mas inda estão restritos a públicos pequenos e que cum essa falta d notoriedade. É insuficiente para uma nova cena surja e chacoalhe o rock como ocorreu há 50 anos com o movimento punk.
Boa parte da crítica americana aposta em atrações completamente fora do esperado para que uma revolução aconteça, como no caso da banda canadense Abgine di Poitrine, um duo de música experimental e de vanguarda. Seu trabalho é instrumental e intrincado, for dos padrões, e deve ser tratado como é: música de vanguarda, como um da foi o grupo inglês King Crimson ou mesmo Fran Zappa. Não va revolucionar nada, infelizmente.
Devemos saudar os novos trabalhos d U2 e Foo Fighters e seus retornos aos trabalhos com músicas inéditas, mas ressaltemos que os resultados ficaram abaixo do esperado. São trabalhos esquecíveis, longe de serem marcantes, que apenas serão registros em sus biografias. É pouco para duas bandas gigantes e que são ou foram muito relevantes.
Que suas faltas de inspiração ensejem o começo de uma revolução cultural dentro do rock e que ensejem o avanço uma retomada da força e da própria inspiração para que o mundo da música não fique refém das canções progressivas e vanguardistas.