‘Vou para a Califórnia’: Lufeh é novidade brasileira investindo no sonho americano

Lufeh (Foto: divulgação)

O hit nacional improvável dos anos 80 dizia que o “o caminho era ir para a Califórnia”, pegar sol e ondas perfeitas – como se isso não existisse nos 8 mil quilômetros de litoral brasileiro. Seja como for, Los Angeles é o destino dos roqueiros atuais do Brasil em detrimento da Europa, ao menos nos últimos dez anos.

O guitarrista Kiko Loureiro, ex-Angrta, já morava lá antes de entrar para o Megadeth, em 2016, e encorajou o então companheiro de banda Bruno Valverde, baterista, a mudar para a cidade e se dividir entre Angra, Smith/Kotzen e Whom Gods Destroy. R ainda yem a baixista Julia Lage, casada com o guitarrista Ritchie Kotzen e integrante das bandas Vixen e Smith/Kotzen.

Bem antes, porém, outras bandas, em variadas condições de trabalho, migraram para a Califórnia em busca do sonho dourado de sucesso em terras ianques. Los Angeles é o destino de músicos brasileiros que formaram lá bandas como Area 55 e Firewing, enuanto a Republica foi quase inteira para uma longa temporada.

O Claustrofobia já está há mais de 15 anos nos Estados Unidos, com passagens por algumas sedes, entre elas Los Angeles. Recentemente, a banda paulistana Ginger and the Peppers passou uma temporada para shows na cidade com resultados considerados positivos.

A novidade na lista de bandas brasileiras na Califórnia é a Lufeh, que foi formada por brasileiro eu vicem nos Estados Unidos para misturar hard rock, rock progressivo e jazz em alguns momentos. O nome da banda é o apelido do baterista, um talentoso e experiente músico da cena local.

A primeira canção foi lançada nesta semana e impressiona pela boa produção – do brasileiro Adair Daufembach, um catarinense há anos radicado na Califórnia – e pelo padrão da composição, guardando quase nada do rock brasileiro.

“He Commands the Sun and the Stars” é pesada e melódica, com riffs bem elaborados, além do acerto da efetivação da vocalista Ginny Luke, excelente canora que se tornou um diferencial da banda em relação à fase anterior, aquela marcada pela canção Find My Way”. Com,pletam o time Lufeh (bateria) Duca Tambasco (baixo e backing vocals), Deio Tambasco (guitarra e backing vocals) e Gera Penna (teclados e backing vocals).

Faixa de abertura de “Overwhelmed”, “He Commands The Sun and The Stars” é destacada pela própria banda como uma das composições mais fortes do repertório. A letra aborda a figura de um homem poderoso, capaz de comandar o sol e as estrelas, mas que passa a ser questionado justamente pela multidão que o idolatra.

Lufeh explica sobre o single a nova fase da banda:

“Essa nova fase da LUFEH nasce de uma evolução natural da banda, agora mais madura, mais entrosada e compondo já com as vozes em mente, algo diferente do que aconteceu no primeiro álbum. A entrada do guitarrista Deio Tambasco também foi fundamental para direcionar o grupo a um novo caminho.”

O single funciona como cartão de visitas de um álbum que busca consolidar a evolução sonora da LUFEH. Gravado no histórico Sunset Sound, em Los Angeles, Overwhelmed foi produzido por Gera Penna e conta com mixagem e masterização de Adair Daufembach. O trabalho reúne canções impactantes, baladas pesadas, passagens com pedal duplo e solos de guitarra, baixo e teclado, sempre em equilíbrio com a interpretação de Ginny Luke.

A participação de Ginny Luke é um dos elementos centrais desta nova fase. Após testar quatro cantores diferentes, o grupo definiu Ginny como nova vocalista convidada. Além da voz, ela também contribui com violino em faixas do disco, ampliando o alcance estético do trabalho e adicionando novas texturas ao som da LUFEH.

Overwhelmed será o segundo álbum de estúdio da banda e sucede Luggage Falling Down, lançado em 2020. Desde então, a LUFEH vem sendo reconhecida por unir refinamento técnico, intensidade e senso melódico em uma linguagem própria. Agora, com “He Commands The Sun and The Stars”, o grupo apresenta a primeira amostra de um disco de oito faixas que pretende aprofundar essa identidade e reafirmar a força criativa de uma formação construída a partir de décadas de convivência musical.

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