Colecionador de prêmios, o guitarrista brasileiro Igor Prado segue na sua escalada como prestigiado músico de blues nos Estados Unidos. “Way Down South”, disco da Igor Prado Band, foi escolhido como o melhor álbum de artista novato em 2017e agora é a vez de beliscar nova premiação.
“Old, NewFunk and Blue” é uma parceria com o cantor de blues e soul Omar Coleman, uma amizade de mais de 20 anos que somete agora rendeu composições e gravações. Para muitas publicações, é o álbum do ano e deve ser o favorito para vencer o Blues Music Awards, o principal prêmio do gênero dos Estados Unidos -, por tabela, do mundo
Sentimental, emocional e de extremo bom gosto, o trabalho mistura músicas autorais inéditas e alguns clássicos pouco revisitados e o resultado é ótimo, com os vocais poderosos de Coleman emoldurando os fraseados limpos e claros do brasileiro. que há de 25 anos clebra a tradição e a raiz de um blues mais voltado para o groovce.
A parceria é mais uma grande contratação para a crescente gravadora NOLA Blue. “Old, New, Funky & Blue” é um testemunho da forma de arte original da América, que se torna cada vez mais uma linguagem universal.
Prado, um dos guitarristas mais empolgantes da cena internacional, conhecido pelos fãs de blues através da extinta gravadora Delta Groove, continuou gravando álbuns desde “Way Down South”, mas recebeu relativamente pouca atenção nos Estados Unidos. A última vez que ouvimos falar de Coleman foi em sua parceria com o guitarrista Eddie Roberts em Strange Times, de 2024.
Como o título do álbum sugere, esta colaboração vai além do blues de 12 compassos rgulha em um funk sujo e toques de soul. As influências vão do West Side de Chicago ao funk soul de Bobby Rush e Syl Johnson, também de Chicago.
Ao longo do álbum, encontramos referências à gravadora Hi Records de Memphis e aos sons de guitarra incendiários de grandes nomes como Albert King e Albert Collins. Coleman e Prado compuseram seis das onze faixas, com covers de Edward E. Randle (compositor de Willie Mitchell na Hi Records), Rush e Johnson. Coleman canta com paixão desenfreada do início ao fim, adicionando sua gaita blues em quatro músicas, enquanto Prado contribui com harmonias vocais, guitarra elétrica e acústica (em uma faixa) e baixo em três. O álbum conta com o apoio do baterista Yuri Prado e do baixista Ted Furtado, além de participações especiais. O álbum foi gravado em São Paulo, Brasil, e produzido por Prado.
O álbum abre com uma conversa descontraída que leva à vibrante “I’m Leaving My No Good Woman”, com metais de Denilson Martins (saxofone) e Bruno Belasco (trompete), e vocais de apoio de Prado. Essa composição conjunta, altamente dançante, evoca a alma pulsante de Memphis.
A gaita blues lamentosa de Coleman dá lugar a “I Only Have Love”, de Randle, outra fatia de soul de Memphis repleta de metais, com a guitarra cortante de Prado no final. “Cut You Loose” é uma composição original, não a música geralmente associada a James Cotton e Buddy Guy. Prado brilha aqui, trazendo ecos de Albert King. Assim como King e Hendrix, Prado toca guitarra para destros de cabeça para baixo.