Fim do auge criativo chegou para Genesis e Queen há 40 anos com bons álbuns

Freddie Mercury queria viver para sempre, como cantou d forma sublime e delicada em “Who Wants to Live Forever”, a emblemática de “A Kind of Magic”,. O último grande trabalho do Queen. Não conseguiu e morreu cinco anos depois em decorrência da Aids. O Queen Também pretendia ser eterno, mas não suportaria continuar sem seu mágico vocalista, tornando-se apenas um fantasma do passado.

Phil Collins também acreditava que poderia atingir a eternidade com o Genesis no multiplatinado álbum “Invisible Touch”, o fim do auge da banda, mas o futuro lhe reservava outras opções, A banda fico pelo caminho e o baterista cantor saiu em meados da década seguinte.

Os dois trabalhos completam 40 anos de seus lançamentos e representam os últimos discos relevantes de Queen e Genesis, que enfrentariam turbulências nos anos seguintes, que afetaram diretamente a qualidade artísticas das músicas subsequentes.

“A Kind of Magic”, que muita gente acha que é a trilha sonora do filme “Highçandfer”, com Chritophe Lambert e Sean Connery, é essencialmente um disco pop, em que o Queen compôs uma série de canções com letras existencialistas e reflexivas, fruto do impacto da not´´icia de Freddie Mercury, o vocalista, estava com Aids.

A banda acabara d fazer aquele que seria a última turnê mundial – eles não sabiam qe seria a última – e evitaram o senso de urgência que apareceu no álbum seguinte, “Innuendo”, lançado três anos depois e que mostrava uma banda depressiva e Mercury se “despedindo” em “The Show Must Go On” (o show tem que continuar).

Se a canção-título foi a mais tocada e tinha um espírito mais akegre e positivo, Who Wants to Live Forever” é quase um grito de desespero, ainda mais quando, posteriormente, soubemos das circunstâncias em que foi gravada e da melancolia que tomoaria Mercury nos anos seguintes.

“Fiends Will Be Friends” é outra canção passional e pessoal, soando como uma declaração de amor aos companheiros de banda por parte do vocalista, que tinha escondido um contrato solo para uma carreira independente.

Há também a eficiente “Princ of the Universe”, um rock de arena vigoroso, mas o destaque é mesmo “One Vision”, hit de chacoalhar estádio e que era uma prova de que a bandam, mesmo mais pop, conseguia produzir grandes sucessos mundiais.

“Invisible Touch”, do Genesis, acentuava a guinada pop pretendida pela banda na década de 90 e forjada com o álbum anterior, “Genesis”, de 1983,aquele do hit “mama” e de “Throw It All Away”.

A faixa-título é o carro-chefe em cima de seus riffs irresistíveis e ritmo intenso, mas a repercussão maior recaiu sobre a satírica e irônica Land of Confusdion”, a canção mais política da banda, com forte crítica à política externa dos países do Ocidente.

Collins realiza performances vocais ótimas, com variações de timbres e intepretações diferentes das usuais, Entretanto, crescia ab época que a carreira solo paralela deslanchava e começava a suplantar a da banda. Logo o cantor partiria para os voos sol de forma definitiva.

Queen e Genesis sempre estiveram em lados bem opostos no rock e seus últimos álbuns relevantes demonstram isso. Curiosa e coincidentemente, lançaram no mesmo ano  os trabalhos mais pop e acessíveis que resultaram em ótimos LPs, mas que representaram o fim do auge criativo de sucesso.

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