Notas do Rock in Rio: Jota Quest, Barão Vermelho, Supercombo, BayanaSystem…

Frejat em apresentação do Barçao Vermelho no Rock in Rio (Foto: divulgação/Faceboodo Rockin Rio)

– Rock in Rio sem rock é uma coisa inaceitável, mas é o que temos. O terceiro dia do festival foi um vexame geral, com muita música ruim, indo do eletrônico ao chamado hip hop de butique. Rock mesmo só com duas bandas brasileiras veteranas, Jota Quest e Barão vermelho. Jota Quest fez uma competente homenagem a Tim Maia (1940-1996) e agitou bastante a pista. O Barão Vermelho, com sua formação original, deu sequência à turnê “Encontro”, que incluiu um tributo a Cazuza, ex-vocalista da banda. Foi um tremendo show.

= Fora do rock, o BaianaSytem se destacou com muita energia e um som bem dançante, ao mesmo tempo em qye investia em regionalismos e brasilidade. Não é a primeira vez da banda no festival e o show foi bastante descontraída, coisa que foi observada na apresentação do Black Eyed Peas, veterano combo de rhythm and blues e hip hop que se salvou do desastre do terceiro dia.

– Nota vergonha e triste foi a tentativa de censura sofrida pela banda de pop rock brasileira Supercombo. Na curta apresentação no Rock ib Rio, o vocalista Léo Ramos falou rapidamente sobre política e investiu contra a extrema direita nas próximas eleições, em outubro. Alertou para o perigo qu e a democracia corre ao votar em partidos e candidatos que admiram ideeis fascistas e autoritárias. O áudio deste momento foi cortado na transmissão ao vivo dos canais da Rede Globo e só voltou depois qu a música voltou e uma intervenção esdrúxula de uma repórter ruim. Lamentável.

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