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Foto: Divulgação/Leandro Anhelli)

A devastação promovida pela pandemia de covid-19 em números assustadores. Novo estudo sobre o impacto da doença e das medidas de restrição e isolamento social sobre o setor cultural e de entretenimento revela um quadro que dificilmente será revertido nos próximos anos.

Foram 900 mil empregos extintos entre o último trimestre de 2019 e o terceiro trimestre de 2020, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nesta quinta-feira (27), e o estudo usa como base informações da Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílios (PNAD) Contínua.

Houve uma pequena melhora no segundo semestre do ano passado, mas ainda insuficiente para insuflar uma retomada consistente da atividade.

A tendência de crescimento desse setor, que passou de 4,9 milhões para 5,5 milhões de pessoas empregadas entre o primeiro trimestre de 2018 e o último de 2019, foi interrompida, verificando-se, no terceiro trimestre de 2020, queda do nível de ocupação para 4,6 milhões de empregos. Em seguida, voltou a crescer atingindo 5 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2021.  

O estudo mostra que, nos últimos nove meses do horizonte da pesquisa (3º tri 2020-2º tri 2021), foi percebida uma retomada no nível de empregos no país e, em particular, no setor cultural, que criou 340 mil postos de trabalho. 

As novas contratações fizeram com que o número de empregados no setor atingisse cerca de 5 milhões de pessoas, número similar ao observado no início de 2018, mas abaixo do nível de 2019.

De acordo com a nota, o mercado de trabalho do setor cultural seguiu uma tendência também encontrada no conjunto de pessoas ocupadas no setor não cultural, ou seja, um crescimento gradual de 2018 até o primeiro trimestre de 2020, seguido por uma redução do número de pessoas ocupadas, coincidente com o período da pandemia. 

No segundo trimestre de 2021, o setor cultural brasileiro foi responsável por 5,7% do total de vínculos do mercado de trabalho, contra 94,3% de trabalhadores do setor não cultural. 

Decompondo os empregados no setor cultural brasileiro conforme a ocupação e atividade, tem-se que 11,6% (ou 0,7% do total de pessoas ocupadas) estavam em ocupações e atividades culturais, 29,4% (ou 1,7% do total de ocupados) encontravam-se em ocupações não culturais e atividades culturais, e 59,0% (ou 3,4% do total de ocupados) possuíam vínculo em ocupação cultural e atividade não cultural.

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