‘Impulsionada’ pelo AC/DC, banda Violett decola muda de patamar

Violett (Foto: divulgação)

Uma parcela expressiva de pessoas tentou ver o AC/DC na recente passagem pelo Brasil, mas o furor da turnê fez com que os ingressos para todos os shows se esgotassem em minutos.

Sorte que puderam ver nos eventos paralelos uma banda paulista integrada por mulheres que honraram o legado do hard rock. A surpresa foi boa e o Brasil conhece outra força do rock das garotas e que tem potencial para alcançar bons resultados como a Malvada está obtendo.

As noites ferveram – lusão ao título do prieiro [álbum da banda feminina Malvada, mas quem brilhou foi a Violett, escolhida a edo para tocar nos eventos paralelos da banda australiana.

As comparações entre as duas banda são inevitáveis, embora isso não esteja ocorrendo em grande volume, segundo a guitarrista Andressa Mouxi.

“Não consigo avaliar se é inevitável alguma comparação, as duas bandas estão fazendo bem seus trabalhos. Mas existe uma conexão, já que duas de nossas integrantes já tocaram em um projeto de rock com a Indira Castillo, vocalista da Malvada”, explicou a musicista.

Em entrevista exclusiva ao Combate Rock, a guitarrista celebra a ótima fase e a agenda cheia de apresentações em 2026. “Os eventos paralelos do AC/DC deram visibilidade e ampliaram, o nosso público, aquento gás para os trabalhos intensos que estamos tendo no estúdio em nossas próximas gravações. Queremos finalizar logo nosso álbum de estreia.”

Ela evita dar detalhes, mas confirma eu a banda seguir tentado equilibrar um repertório autoral com músicas em português e inglês sem esconder que existe um olhar para o mercado internacional.

Por enquanto, são apenas dois singles, com respectivos clipes. “Despertar” tem uma letra interessante e uma interpretação vigorosa de toda a banda. Rollercoaster” é mais pesada e orientada para um hard’n heavy poderoso e um belo trabalho de guitarras. O riff principal é muito bom.

Formada em 2022, na cidade de Itu (SP), a Violett é composta por Camila Doná (vocais), Andressa Mouxi (guitarra), Ana Julia Nihil (baixo) — todas de Itu — e Júlia Baats (bateria), de Sorocaba (SP). O quarteto aposta em um som marcado por riffs pesados, bases rítmicas pulsantes e vocais intensos que conduzem a narrativa das músicas.

A experiência imersiva PWR UP House, realizada no Tokio Marine Hall, reuniu fãs do grupo em uma programação gratuita com shows, loja temática, bar e transporte especial para os concertos no Estádio do Morumbi.

Para a Violett, tocar durante três dias no evento foi uma experiência marcante. A banda destacou a recepção calorosa do público apaixonado por rock, além da estrutura e da organização do espaço, fatores que contribuíram para apresentações ainda mais especiais

“Recebemos o convite e e amamos a oportunidade. Sinal de que a nossa trajetória tem sido acompanhada por bastante gente”, dz Andressa, que vê a mtivação crescer mesmo com as dificuldades conjunturais de mercado e de mudanças importantes nos hábtos de cnsumo das pessoas neste século.

Driblando e atropelando a misoginia e preconceito inerentes enfrentados pelas mulheres em ambientes machistyas, a Viollett segue apostando hard rock tradicional com pitadas de metal mais modernos.

Andressa é d escola oitentista, com seu estilo bluesy que chama bastante a atenção, com ecos de Whitesnake, Def Leppard e até Van Halen em toda as fases, mas acredita ser possível absorver influência sde Linkin Park, algo que, por enquanto não é tão audível.

A guitarrista ainda não vê espalho para algum tipo de engajamento ou ativbismo no trabalho autoral da banda, até porque este está bem no começo. Os emas abordados têm a ver cm avida cotidiana .

É o que ocorre em “Rollercoaster”, que fala sobre intensidade, vício emocional e aqueles ciclos que você sabe que fazem mal… mas que mesmo assim, volta – ou seja, um típico relacionamento comparado a uma montanha russa e mergulho no caos emocional de relações marcadas por dependência, tensão e repetição.
A proposta é clara: traduzir em som e imagem a sensação de estar preso em um ciclo emocional — intenso, instável e difícil de interromper. O resultado é um clipe que não suaviza a experiência: amplifica.

Assista:

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