Música de vanguarda: o jazz de Stefano Moliner que ‘incomoda’ e faz pensar

Stefano <oçiner (Foto? divulgaão)

O guitarrista inglês Robert Fripp, criador do King Crimsson, ainda costuma dizer que faz música não para os pés, mas ara a cabeça. Foi uma forma d alfinetar os músicos os anop 70 apenas preocupados em criar música fácil e sem muita expressividade. Mesmo sem conexão com Fripp, o americano Frank Zappa tinha ideias semelhantes.

O jazz de vanguarda que ganhou o mercado  partir dos anos 80 tinha como premissa não facilitar as coisas propunha coisas diferentes a partir o jazz fusion d Miles Dais, Weathe Report, Mahavishnu Orchestra e Return to Forever. A música ficou mais ric e instigante, mas também incômoda e um, pouco indigesta.

Esse é um dos pontos de partida do novo trabalho do baixista brasileiro Stefano Moliner, veterano da cena paulista e celebrado por não ter receio de quebrar barreiras e “incomodar. Seu jazz é uma maneira de soar diferente e evitar que o ouvinte fique indiferente – força quem ouve a pensar e a prestar a atenção ns detalhes.

“Codex Ultra Deum” é u, álbum de jazz conceitual, se é que isso existe. Eivado de referências cósmicas e filosóficas, com direito a textos recitados pelo músico em algumas partes, o trabalho explora texturas diferenciadas e arranjos quase impossíveis; Moliner consegue a proeza de surpreender o ouvinte em todas as oito músicas.

Entre a conduções inusitadas de piano e sopros, há um encaixe perfeito de guitarras feéricas e pesadas e baixos descontruídos que soam como guitarras faiscantes e enérgicas, conferindo uma urgência inebriante em todas as canções, mas principalmente em “Através do Túnel de Seth” e “SG.A.”, as mais experimentais e progressivas.

“Vortex TaghitionVeritas” se próxima de um som coultista mais pesado, com arras de guitarra que lembram a banda d metal Yesserc, enquanto em outros momentos temos ecos das banda de jazz rock Newell, d nova baterista do Rush. Anika Nilles, e de Long Distance Calling.

O jazz mais ortotodoxo, mas nem tanto, aparece em “A Revelação do Avatar de Saurno”, que guarda alguma influência de John Zorn, e “`Por Uma Nova Aurora Dourada”, deliciosa que incorpora elementos da música brasileira.

Indo do clássico jazz nacional ao experimentalismo ocultista, Stefano Moliner extraiu o qu de melhor a música instrumental brasileira conseguiu produzir. Mostrou coragem ao propor um trabalho que obriga o ouvinte  pensar em tempos em que as pessoas mal suportam ouvir 30 segundos da mesma canção, a tal da audição ansiosa.

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