Era o dia da incógnita, em que o heavy metal foi reduzido ao Metalcore de duas atrações nem tão veteranas, mas o resultado foi bem aceitável no segundo dia de Rock in Rio. Avenged Sevemfold e Bring Me the Horizon se esforçaram bastante e agradaram. Entretanto, os brasileiros ganharam o dia com as melhores performances – Sepultura e Black Pantera, como não poderia ser de outra forma.
Prometendo mesmo encerrar s atividades, a principal banda brasileira, presente em praticamente todas as edições do festival, privilegiou um repertório mais extremo da era Derrick Green, vocalista desde 1998. Foi paulada atrás de paulada, atordoando os espectadores
É claro que havia um clima de despedida, mas a empolgação da banda era contagiante, como se estivesse agradecendo por 42 anos de tradição e apoio. Não dá para dizer que estava melhor do que em outras edições, mas foi interessante constatar que o show de 2026 foi bem diferente e instigante.
Como novo álbum, “Continental”, no colo, o trio mineiro Black Pantera tocou pela terceira vez no Rock in Rio e melhorou ainda maiso que tinha feito nas outras edições. Mais relaxado e descontraído, o trio fez rock pesado da maior qualidade , muito pesado e engajado, com fortes críticas sociais e cpnteúdo antirracista necessário.
Os músicos negros fizeram questão de ressaltar, com as novas músicas, a ancestralidade, que permeou as composições de “Continental”, com uma receptividade extraordinária, masram hinos como “Fogo nos Racistas” que transformaram a pista em, um terremoto;
Ajudou bastante também a acertada escolha da banda Nervosa como convidada. O grupo feminino brasileiro baseado na Grécia adicionou o tom extremo que encaixou perfeitamente na estética imaginada pelo Black Pantera. Foi um dos mais memoráveis encontros já ocorrido palco Sunset.
As paulistas da Malvada privilegiaram um repertório menos pesado e também agradaram. Com seis anos de estrada e segunda passagem pelo festival, deixaram de sr novidade e acertaram na escolha parceira, já que a cantora Day Limns transita em uma área pop próxima do repertório em português da Malvada.
Avernged Sevenfold fz uma apresentação segura e sem surpresas. Seu Metalcore é mais pesado do que o dos concorrentes, assim como seu repertório é mais diversificado e versátil. São armas cruciais para superar o o Bring Me the Horizon, por exemplo, um grupo de Metalcore que tem a preferência dos mais jovens.
Essa banda tem méritos por fazer um som direto e sem firulas, bem ao gosto do público mais jovem, mas oferece pouca variação sonora. Está menos cru e acrescenta boa dose de peso, mas s esperava que houvesse alguma evolução em termos de composição. Ainda assim aparece como bom coadjuvante em festivais importantes.