Metal progressivo é destaque em ano com variedade de lançamentos

A aliança entre o peso do metal e o vanguardismo do rock progressivo teve os primeiros passos com duas bandas americanas que não tiveram medo das críticas nos anos 80, Queesryche e Fates Warning, em 193, logo seguida pelo Iron Maiden, quecomporia clássicos como “Rome of the Ancient Mariner”, “Alexander the Great” e “To Tame a Land”.

Entretanto, foi o Dream Theater que formatou o stilo de forma definitiva no começo da década seguinte, virando referência e influenciando bandas no mundo inteirom entre elas a brasileira Angra.

Abaixo estão alguns destaques do atual heavy metal progressivo, subg^nero que está em alta nesta década:

– O principal nome do metal progressivo inglês na atualidade é o Hake, qie acaba de lançar o EP “In a Fever Dream”. Com mudanças na formação, o afora quarteto investe cada vez mais em elementos eletrônicos e se aproxima de uma sonoridade próxima à da banda Sleep Token, a mais celebrada do subgênero no momento. Está menos extrema e mais melódicas, com as guitarras mais proeminentes em todas as cinco faixas. A banda também merece elogios pelo ótimo trabalho de bateria, que soa orgânica e inventiva. Não é uma audição fácil, mas a coragem e a insistência serão recompensadas;

– Os alemães do Vanden Plas decidiram retomar um antigo projeto engavetado e mostraram, mais uma vez, que continuam subestimados. Quase 30 anos depois, “Accult II”” dá sequência ao EP “Accult”, que aposta em versões aemiacústica de canções relvantes da banda. O novo EP, recém-lançado, rpete a delixadeza e a suavidade do primeiro volume, dando ênfase a arranjos de extremo bom gosto e prescindindo quase que totalmente d teclados.

– Uma boa notícia é a volta da banda norueguesa Triosphee, que lançou três bons álbuns na década passada e depois sumiu. Com contrato com a gravadora italiana Frontiers, já soltou três singles interessantes que estarão no álbum “Oceans Abobe, Stars Below”, com previsão de lançamento em 28 de agosto. Mias pesada que as conterrâneas Conception e Circus Maximus, parecia que engrenaria uma carreira fulminante por conta das guitarras inovadoras de Marius Begeesen e da voz insinuante da baixista e vocalista Ida Hauckland. Fez sucesso no circuito europeu de festivais de 2012, mas não conseguiu manter a pegada depois de lançar singles e álbum em 2014.

– A banda instrumental Go Is na Astronaut, da Hoakda, vem de disco ao vivo sem grandes novidades. O som é o rock espacial baseado em estilos empreendidos por Pink Floyd e RPWL, em que a guitarra hipnótica guia as canções em um mundo paralelo infinito. “Live @ Hellfest não faz jus à excelência da banda, que que sai contida e menos esplendorosa no palco do festival francês.

– Uma união improvável que produziu im disco bastante esquisito e experimental. O guitarrista Bucketheat, aquele do balde na cabeça, e o baixista Bootsy Collins, nome fundamental do blues e soul, além do funk, neste século, lançaram “Metal Health”, onde exibem, fartas doses de exibicionismo e virtuosismo em músicas difíceis de serem digeridas. Formalmente é metal progressivo, ma as intervenções funkeadas de Collins dão uma quebrada no rito da canções, e os solos riffes estranhos de Buckethead não ajudam muito. De qualquer forma, é um estilo diferente de música.

– Os alemães do quarto instrumental Long Distance Calling estão divulgando o mnovo álbum, “A Secret Place”. É mais progressivo e menos pesado, com destaque para arranjos bem elaborados das guitarras e melodias quase hipnóticas. Não chega a ser música para músicos, mas é um trabalho completo, envolvendo canções intrincadas e cheia de nota, mas sem exibicionismo estéril. Seus shows na atual temporada europeia estão entre os amis concorridos no undeground fo rock pesado.

– Soen é a banda de prog metal que mais se destacou nesta década ao lado do Sleep Token. Os suecos lançaram uma série de discos consistentes que alternam experimentalismo e peso em boas doses e que privilegiam o peso sem deixa de lado a inovação e a busca de sons diferentes. O álbum deste ano “Reliance”, não é tão instigante quanto os anteriores, ma tem muita qualidade e indica algum tipo de tranição para o futuro.

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