Música com imagem não era novidade desde que os Beatles praticamente inventaram o vídeo clipe com seus dois filmes de longa-metragem – “A Hard Day’s Night” e “Help”. Entretanto, quando a MYV surgiu, era totalmente novidade – era mais uma revolução cultural americana no Ocidente.
O impacto da “music television” foi tão grande que é considero a terceira grande revolução da história do entretenimento no século – primeiro surgiu o cinema, que mudou tudo; depois veio o rock, que “descobriu” que existia um público jovem que podia consumir; aí veio a MTV arrematando e exacerbando o consumismo.
Quando “Video Killed Radio Star”, da banda The Buggles, surgiu nas tela da emissora, em 1981, tonando-se o primeiro clipe da não dava para prever o tamanho e a profundidade da revolução que estava começando, mas especialistas em marketing e propaganda farejaram no primeiro segundo o imenso potencial que aquilo representava. Gerou negócios e oportunidades quase infinitos, além de oferecer a “sensação” de que finalmente o espectador tinha alguma chance de interação e influenciar a programação. Era uma revolução completa.
Os mais apressados enxergaram a chance de uma mudança social nas relações entre as pessoas com os meios de comunicação diante das chances de interação surgidas, mas isso não passou de um sonho.
A revolução estava controlada e domesticada pela elite econômica do entretenimento, que não tinha ideia do que estava acontecendo e do que tinha libertado ao abrir e os portões do inferno.
Só que, ágil e esperta, essa mesma elite entendeu rápido as dimensões da tal revolução, mas a cooptou, controlou e lucrou muito em cima. Só que o estrago estava feito. Tínhamos mais uma revolução cultural em andamento
Foram 45 anos de altíssimos e muitos baixos, principalmente no Brasil, onde a vida da emissora foi esticada ao máximo, apear de totalmente descaracteriza, sendo transformada em, um mero canal de realiies shows ruins.
Sua importância mercadológica e artística, no entanto, é inegável no Brasil e no mundo, Histórias maravilhosas de bastidores são contadas por profissionais geniais que passaram por lá, como Gastão Moreira, Maria Paula, José Antonio Algodoal, João Gordo, Fabio Massari e muitos outros.
E a trajetória da filial brasileira foi totalmente distinta das demais filiais, sja por estar associada a um parceiro local, seja por não ter dinheiro e, por isso, ter assumido uma autonomia criativa qye desafiava os limites e a paciência dos “patrões americanos”. A MTV Brasil, criada em 1990, foi uma experiência única no mundo.
A estreia da emissora representou muito mais do que o lançamento de um novo canal de televisão. Pela primeira vez, a imagem passou a ter um papel tão importante quanto a música na construção da identidade de um artista.
O videoclipe deixou de ser apenas um material promocional para se transformar em uma poderosa ferramenta de marketing, influenciando diretamente o sucesso de álbuns e singles. O dia 1º de agosto de 9181 está marcado na história do entretenimento da humanidade.
A influência da MTV mudou a forma de como as bandas passaram a investir na produção de vídeos para garantir espaço na programação, enquanto programas especializados ajudaram a apresentar novos nomes ao público.
A exposição constante na televisão tornou-se um dos fatores mais importantes para alcançar sucesso comercial naquele período.
Como bem lembrou o jornalista Leandro Coppi no site da revista “Roadie Crew”m, diversos canais internacionais da marca MTV encerraram suas atividades no fim de 2025 exibindo justamente Video Killed the Radio Star, o mesmo videoclipe que marcou o nascimento da emissora em 1981, reforçando o simbolismo de uma obra que ficou eternamente ligada à história do canal.