O cantor alemão Udo Dirsschneider gosta de contar que o mundo desconhecia a cena musical de seu país ao final dos anos 70, restringindo as opções ao Kraftwerk, a meia dúzia de bandas de rock progressivo de vanguarda e aos Scorpions, então já uma banda veterana somente naquele momento começava a ter alguma atenção nos Estados Unidos.
Por isso houve enorme surpresa quando Accept e Michael Schenker – egresso dos Scorpioss e do UFO – explodiram em 1980 abrindo as portas para uma série de bandas de heavy metal naquela década, sendo a principal delas op Helloween, considerado o inventor, ou precursor, do metal melódico (power metal).
Nos últimos meses, uma enxurrada de lançamentos mostrou qu esses vveteranos ainda dão as caras em um mercado fonográfico que olha cada vez mais para o passado de olho em colecionadores que amam gastar dinheiro em caixas com vários CDs contendo raridades e material ao vivo.
Michael Schenker é o artista do grupo que foi mais contemplado com lançamentos os últimos meses, começado com um disco de releituras de músicas do UFO de sua fase nos anos 70 e o último disco de material inédito, “Don’t ell Your Soul”, do ano passado. Este último foi lançado como disco solo, ao contrário de outros com o seu nome associado aos nomes 6Michael Schenker Ffest e Michal Schenker’s Temple of Rock, com formações diferentes.
Don’t Sell Your Soul é agradável, mas sem a menor novidade em termos de hard rock oitentista derivativo do que ele mesmo já tinha feito. Parece que ele tentou copiar o que tinha feito em seus primeiros três discos solo dos anos 80, que são excelentes, principalmente o primeiro álbum. Muita gente esperava bem mais dpois dos bons trabalhos com as versões Fest e Temple of Rock, que reuniram ex-ingteegrantes de sua banda solo ao longo dos [últimos 45 anos, como os vocalistas Gary Barden, Graham Bonnet e Dougie White.
Mais recente é a suculenta caixa de CDs com gravações ao vivo “Live and Ready – MSG Live 1980-1984”, com seus maiores clássicos dos primeiros quatro álbuns de Michael Schenker Group. Ele já era um, astro do rock europeu quando deixou o UFO, em 1070. Após breve passagem de volta pelos Scorpions, montou uma banda de craques e decolou.
Ao vivo seu rock pesado era inventivo e com o apelo comercial que bandas como Rainbow, de Ritchie Blackmore (ex-Deep Purple) pareciam ter perdido ao buscar uma sonoridade mais pop. “Armed and Ready” é a síntese do hard rock de alta qualidade que o guitarrista exibia ao vivo na época.
Outra preciosidade de 2026 é a reedição d de todos os trabalhos de McAuley Schenker Group em uma caixa, com bônus e algum material de arquiv=o não propriamente inédito. É a reunião do guitarrista alemão com o cantor irlandês Robin McAuley, então em scensão na Inglaterra.
Era um momento de transição par Schenker, que experimentava um esgotamento criativo na época por conta também dos excessos em drogas e álcool, fatores que implodiram o Michael Schenker Group em 1985.
O novo projeto resgatou a carreira do instrumentista, embora não representasse um avanço significativo em termos artísticos. Era um hard rock mais acessível e com acento pop evidente. Estão na caixa os dois álbuns de estúdio e o acústico, que foi um sucesso de vendas no começo dos anos 90.
O nome da caixa é “McAuley Schenker Gropu = Bad Boys 1987-1992” e representa uma etp interessante da trajetória do guitarrista. A parceria chegou ao fim em 1002 pelos mesmos motivos que implodiram o Michael Schenker Group sete anos antes. Em 1995 ele articularia uma volta ao UFO, mas o projeto durou muito pouco por conta de brigas com o vocalista Phil M