Rock progressivo também pode ser engajado e ativista, ao contrário do que muita gente faz parecer. O modo suave de abordar assuntos espinhosos pode mascarar as intenções, como nas baladas de Jon Anderson, ex-vocalista do Yes, ou nas críticas sociais contidas em canções do Marillion e em algumas passagens da obra do Porcupine Tree.
O Yes inaugurou, de certa forma, essa radição nos anos 70 ao gravar “Don’t Kill the Whale”,. Onde ode contra a matança cruel de baleias que marcou aquele período no mundo inteiro, uma iniciativa de Andersom, que estava à beira de sua primeira saída da banda.
A vanguarda progressiva engajada tem como característica ser um fenômeno britânico e ter a predominância, nos últimos nos, de grupos liderados por mulheres cantoras da melhor estirpe
É o caso do veteran Mstly Autumn, inspirado quase 100% pelo Pink Floyd e liderado pelo exímio guitarrista e vocalista Bryan Josh. Os últimos cinco álbuns mantiveram um ativismo ambiental elogiável e o mais recente, “Seawater”, é o pico das mensagens políticas,
A vocalista principal, Olivia Sparnenn-Josh, mulher de Bryan, dá uma aula de feeling e interpretação, cantando a faixa-título com paixão que confere uma credibilidade adicional.
Olivia teve a ingrata missão de substituir em 2010 a diva H0eather Findlay, uma ds melhores cantoras de rock surgidas a partir dos anos 90. Com menos técnica e alcance vocal, conseguiu se impor ao respeitar suas limitações e encontrar uma zona de conforto para emprestar sua delicada voz em canções marcadamente políticas, como “Heroes Nevrr Die” e “ Wild Eyed Skyes”.
Do País de Gales vem a genial banda Karnatala, liderada pela vocalista Sertari. “Requeim for a Dream” é o mais novo trabalho e está recheado d canções de protesto aivistas em, prol da preservação do planeta, em especial a melhor de todas as canções, a longa e arrebatadora “All Around the World”, que tem um raivoso discurso contra a destruição da natureza em meio a uma das suítes.
Outra banda que retorna com trabalho novo é a Magenta, que tem a venerável vocalista Christina Booth. “Tarot” é um disco mais manso, embora contenha letras profundas e várias reflexões sobre o nosso papel na destruição dos recursos naturais.
O som está mais pop, mais acessível, e Christina faz o seu melhor trabalho vocal à frente da banda. As melodias sofisticadas, assim como os arranjos de teclados e os solos de guitarra, oferecem um panorama variado do queé o rock progressivo da atualidade -sóbrio, mas contundente e direto.
De uma forma um pouco mais ensolarada aparece a Solstice, da vocalista Jess Holland, que se destaca em shows com interpretações festivas, mas nem um pouco menos contundentes. Usando a leveza e fartas doses de influências de música folk celta, a banda recupera um pouco do clima psicodélicos dos anos 60 sem cair nos clichês do gênero.