O rock clássico segue como campeão de preferência da publicidade

Rolling Stones (divulgação)


Um gênero musical em baixa, mirando mais o passado do que o presente, caminhando para se tornar uma arte de nicho – mas, ainda assim, vivo e preferido pela publicidade para vender produtos. O rock continua protagonista nas peças publicitárias no Brasil e no exterior.
Desde o final dos anos 90 que o rock clássico tema preferência dos publicitários, que nunca tiveram dúvidas de que o rock clássico tem alta receptividade pelo público, que identifica rapidamente a qualidade da trilha sonora associada a produtos dos mais variados.

Aparentemente, a discussão sobre a “conspurcação” do espírito de algumas canções – foi-se o tempo em que havia protestos por conta do desvirtuamento das intenções originais dos autores. Anticomercialismo? Esqueçamos essa questão, já que hoje qualquer música está disponível para “abrilhantar” peças publicitárias.

Historicamente, Beatles, Rolling Stones, David Bowie e Queen ilustram propagandas com alguns de seus hits.

É o que acontece neste momento nas emissor de TV brasileiras e em alguns países europeus. “Jumpin’ Jack Flash”, dos Rollimg Stones, é a trilha da empresa AWS (o serviço de entregas da Amazon).

A principal peça; o Queen reaparece com “I Want to Break Free” para divulgar o chocolate Kitkat em nível mundial, que envolveu até mesmo um íloto brasileiro de Fórmula 1..

E quem diria que os Ramones, ícone punk, emprestaria “Blitzkrieg Bop” para uma ensolarada propaganda de um caríssimo carro da montadora japonesa Honda, um utilitário esportivo altamente tecnológico. Com os quatro ramones originais mortos, quem tem condições de se insurgir contra esse sacrilégio?

“I Want to Break Free” ganhou uma importância na estratégia de fortalecer a imagem do piloto brasileiro de Fórmula1 Gabriel Bortoleto, que está sendo preparado para ser o novo herói nacional das pistas pela TV Globo, que voltou a transmitir as corridas neste ano.

O chocolate KitKat está patrocinando o piloto e a equipe Audi e usa o bordão antigo “dar um break” para recuperar o interesse do público brasileiro pelo automobilismo.

A trilha sonora com a música do Queen se torna parte fundamental e indissociável da campanha. É uma contradição que o rock esteja em baixa, mas, ao mesmo tempo, continue na preferência do mercado publicitário.

Canções reconhecíveis imediatamente vendendo produtos ajudam a manter o rock na berlinda, mesmo que, aparentemente, rock e publicidade sejam coisas inconciliáveis

Seja como for, a credibilidade do rock, ou melhor, do classic rock, está no topo dos interesses da publicidade. E os Beatles seguem como os preferidos para trilhas de produtos de renome, como o desodorante Rexona, cjuhas peças publicitárias são embaladas pelo hit “Don’t Let me Down”.

No caso da montadora chinesa BYD, a canção escolhida foi simplesmente “Revolution”, icônica música que fala sobre revolução d forma crítica e irônica, mas que tem seu significado deturpado e ignorado pela pela publicitária.

“O rock tem credibilidade, vende bem e soa familiar a uma certa classe de consumidores”, avalia o publicitário Ricardo Pimentel. “São canções clássicas, eternas e imortais, que remetem a bons tempos e são identifica com o sucesso e com a eternidade. São ativos importantes para a publicidade.”

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