A ideia parecia a pior d todas: juntar intlllegrantes d duas bandas antagônicas e rivais, com algumas inimizades, para salvar dois álbuns empacados e dar sequência à carreira de uma das bandas mais importantes do rock. Como juntar oito músicos importantes e convencer seus empresários de que o negócio era bom?
Seria como conciliar interesses no instável Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), como diria um dos integrantes no começo do projeto.
O Yes empreendeu de forma surpreendente um projeto audacioso há 35 anos ao reunir oito músicos na formação da época, A banda estava em um período ruim em 19segunda saída do vocalista Jon Anderson. Para piorar, este reunira antigos integrantes da banda e anunciou o “ressurgimento” do verdadeiro Yes e reivindicando o direito de usar o nome, então pertencente ao baixista Chris Squire. Claro que não podia dar certo.
Então o mundo via o nascimento de uma rivalidade envolvendo músicos de renome dentro do rock progressivo, um grande racha que misturava dinheiro, prestígio e muita inimizade.
O projeto, chamado “Union”, teve origem dez anos antes, quando Anderson deixou o Yes após mais de uma década liderando o combo qu fundou. O tecladista Rick Wakeman já estava fora, e a banda recrutou o tecladista Geoff Downes e o produtor Trevor Horn, que tentou ser o vocalista.
Não deu certo. O álbum “Drama, de 1980, fracassou e a banda implodiu. Downes partiu para criar The Buggles e, depois, o Asia, enquanto que Cjhris Squire eo batreristya Alan White se uniam a Jimmy Page, então fora do Led Zeppelin, no XYZ, que não vingou.
Em 1982, Jon Anderson visitou Squire e White em um estúdio em Los Angeles, na Califórnia. Tinha encerrado a parceria com o tecladista grego Vanbelis Os antigos parceiros tinham formado novo grupo com Tony Kaye, tecladista dos primórdios do Yes, e um jovem guitarrista e vocalista sul-africano, Trevor Rabin. O Cinema era promissor e Anderson gostou das músicas.
Dias depois, propôs a sua entrada na banda e a retomada do nome Yes, mas com uma sonoridade bem mais moderna à época. Acordos aceito, o Yes viveu o su período ded maior sucesso comercial com o álbum “90125” e o negahit “Owner of a Lonely Heart”. Tal sucesso provocou profundo ressentimento no guitarrista Steve Howe, preterido pelo projeto mesmo estando no Asia.
O desempenho maravilhoso não se repetiu no trabalho seguinte, “Big Generator”, muito fraco, e divergência sobre musicais separara de novo Anderson do Yes, com muita mágoa e ressentimento.
Soando como se fosse uma vingancinha, o vocalista teve um rompantye e decidiu convocar três ex-integrantes do Yes para uma nova empreitada: Wakeman, Howe e o baterista Bill Brufird, com o bixista Tony Levin (King Crimson e Peter Gabriel) no apoio.
Anunciado como o verdadeiro Yes, o grupo foi obrigado a mudar de nome por dois motivos: o Yes ainda estava na ativa, sem vocalista, e s marca pertencia a Chris Squire.
Como Anderson, Bruford, Wakeman and Howe, o conjunto lançou apenas um álbum, autointitulado, recriando os mesmos clichês do Yes dos anos 70. Vendeu apenas razoavelmente em 1989.
No ano seguinte, as duas bandas estavam em estúdio, mas empacadas em crises criativas, e novamente Anderson entra em cena para sugerir uma solução. De novo visitando o Yes em Los Angeles, após mais uma reconciliação, p vocalista levantou a possibilidade de unir as duas bandas. Não só no palco, mas unir também o que as duas tinham gravador – metade Yes e metade Anderson, Bruford, Wakeman and Howe.
Foram meses de negociação até que todos os oito integrantes concordassem. O álbum chamou-se “Union” e surgiu muito irregular, com duas metades que pouco se conectavam Foi muito criticado, mas a turnê americana foi bem sucedida, A formação: Jon Anderson (vocais), Chris Squire (baixo), Steve Howe e Trevor Rabin (guitarristas), Rick Wakeman e Tony Kaye (teclados) e Bill Bruford e Alan White (bateria).
A inimizades foram relevadas, assim coimo as rivalidades e todo mundo se tolerou, mesmo que tenha sido difícil. Depois d shows nos Estados Unidos e Europa em 1991, o projeto acabou e nenhum dos músicos tev interesse em continuar.
O Yes voltou a ser quinteto com Kaye e Rabin (que sairia em 1995 para a volta d Steve Howe), sendo que o Anderson, Bruford, Wakeman and How deixando de existir.
O que parecia impossível ocorreu 35 anos atrás com a reunião de integrantes e ex-integrabtes. Tinha tudo para ser uma ideia, mas os egos e diversos compromissos profissionais impediram a continuidade.