Violência contra a mulher no Afeganistão é tema de manifesto da banda Malvada

Malvada (Foto: divulgação)

Homenagem a Malala, a agarota afegã símbolo da resistência porque queria apenas estudar – e levou um tiro no rosto por isso. De forma surpreendente, uma integrante da banda brasileira Malvada se manifestou politicamente nas redes sociais diante da violência contra a mulher que ainda massacra garotas no Afeganistão e em outras partes do mundo.

Fr gtma corajosa, a guitarrista Bruna Tsuruda gravou um vídeo condenando a novas restrições impostas pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã: no Afeganistão, as mulheres estão proibidas de falar em público, em algumas regiões, se não estiverem perto dos maridos ou de pias. E ainda têm de pedir autorização.

É um avanço e tanto para a banda feminina brasileira caracterizada pelo hard’n heavy com letras confessionais e intimistas, sem passar perto de temas polêmicos em seis anos d atuação, por mais que as meninas apoiem ações e atitudes contra o machismo e a misoginia – só elas podem dizer o que já passaram nos palcos sujos desse Brasil  em relação a xingamentos, preconceitos e desconfianças.

“Eu tenho o privilégio de tocar guitarra em uma banda com mulheres, de tocar pelo mundo e de levar a minha mensagem a muita gente”, disse a guitarrista. “É inaceitável qualquer tipo de restrição às liberdades individuais, seja onde for. E ainda escuto por aqui e por aí que mulher não sabe votar e qu não pode votar só por ser mulher, ainda por cima. Chega de machismo e misoginia. Vamos lutar contra isso.”

Em uma conversa com uma das integrantes da banda ano atrás, ouvi algumas explicações sobre as dificuldades que as meninas tinham de abordar certos assuntos em entrevistas e mesmo nos palcos. Não há dúvidas de que, para elas, q quantidade de terrenos minados é muito maior.

“Somos uma banda nova à procura de uma identidade artística. Até mesmo as meninas da Nervosa e da Cypta, que fazem som extremo e sempre se mostraram engajadas e ativistas, tiveram dificuldade para lidar com ódios e ataques violentos só por terem opinião, e ainda mais opinião sobre o papel da mulher na sociedade. Achamos válido e apoiamos, mas ainda precisamos percorrer um certo caminho para assumir certos posicionamentos antes de virar alvo”, explicou a musicista. Com contatos internacionais e turnês pela Europa, a Malvada é a banda brasileira com mulheres mais proeminente depois de Nervosa e Crypta. Tornou-se referência para bandas como Violett, Eskröta e outras que estão seguindo pelo mesmo caminho. Ao assumir posicionamentos políticos importantes em defesa da mulher, a Malvada sobre vários degraus e aponta para um período de mais ousadia e audácia em novas composições

Compartilhe...