Na esteira das celebrações meio caídas do cinquentenário do Aerosmith, crescem as reivindicações para que uma edição ampliada de “Rocks” seja lançada ainda neste ano. O álbum completa 50 anos de seu lançamento original e ainda é considerado pela maioria d fãs e críticos como o melhor álbum da banda de Boston.
Se “Aerosmith”, a estreia, mereceu um tratamento de luxo, o quarto disco merece muito mais em razão de sua qualidade e fúria roqueira em um momento em que as bandas inglesas setentistas pareciam brotar de todos os cantos e dominar o mercado. Só Aerosmith e Kiss pareciam conter a nova invasão britânica capitaneada pelo Queen.
“Rocks” é o quarto álbum do Aerosmith e o melhor de todos. A qualidade do disco fez a banda mudou de patamar– de segundo escalão do hard rock americano para a elite do rock na segunda metade dos anos 70,,rivalizando com Van Halen, Queen e Kiss como as grandes atrações do momento.
O som era pesado, suingado, com um groove irresistível que nem mesmo a mania d épica, a disco, ousou derrubar. Pena que dourou pouco essa fase de sucesso.
Só o fato de conter “Walk This Way”, o seu maior hit, já torna o álbum importante dentro do contexto do rock d época. “Rock” também começou a distanciar s comparações inevitáveis com os Rolling Stones – fato que os aproximou dos Beatles, paixão do vocalista Steven Tyler. A banda gravou versões bem legais de “Come Together” e “I’m Down” anos depois.
Outro momento excepcional é “Noboy’s Falut”, a melhor canção já composta e gravada pelo Aerosmth, um rock pesadíssimo e denso, interpretado com paixão e precisão por um Tyler possuído e pelos guitarristas Joe Perry e Brad Whitford cuspindo fogo em solos e riffs abrasadores..
E aind tem a a acessível “Back inthe Saddle”, o primeiro single e a mais pop, mas com um riff de baixo estonteante de Tom Hamilton.; “Lick and Promise”, um rockão impulsionado por guitarras endiabradas em riffs perfeitos, assim como “Sick as a Dog”, uma canção pesada e grudenta; e “Last Child”, hit atemporal baseado em um blues lento e safado.
O álbum foi escolhido por uma rádio americana como um dos dez que poderiam representar perfeitamente o que foi o rock dos Estados Unidos na década de 1970.
Os discos posteriores, “Draw the Line” e “Night in the Ruts”, não mantiveram o nível e a banda se esfacelou, cm as saídas da de Perry e Whitford entre 1979 – voltariam em 1985 para a fase de maior popularidade, que começou a partir do álbum “Pump”, de 1089.