Veteranos oxigenam o metal nacional em ótimos lançamentos

Lufeh (Foto: divulgação)


O momento do heavy metal nacional pe dos veteranos. Músico experientes encaram novos projetos para qualificar de forma surpreendente a parir de uma obra que teve impacto grande, “Life As It Is”, o primeiro disco solo de Andria Busic, o baixista e vocalista do Dr. Sin.

Bandas novas com veteranos? Pouco importa. O resultado é que seus trabalhos são importantes e muito bons, retomando um movimento que parecia consolidado e contundente em expansão pouco antes da pandemia de covid-19m que começou em 2020.

É o cao do Eminence, grupo mineiro quevoltou aos estúdios depois de um hiato de alguns anos e um single com a presença do amigo Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. É metal extremo de qualidade o que ouvimos no EP “ SilentMarch”, com quatro músicas.

Com rffs poderosos e solos incandescentes, o novo trabalho resgata a música extrema brasileira que já apreciava o ótimo EP “Clouds of Unknowing”, o derradeiro trabalho autoral do Sepultura. O trabalho de guitarras é notável, aliando melodias intensas e solos precisos.

A banda Lufeh lançou “Overwhelmed”, seu segundo álbum de estúdio, com distribuição pela DistroKid. Baseada em Los Angeles, aprofunda sua fusão de rock progressivo, metal, fusion e influências de jazz.Com a participação da canora Ginny Luke, transformou totalmente o seu som, deixando-o mais acessível e pop, mas também um pouco mais sofisticado.

Com oito faixas, “Overwhelmed” apresenta uma banda mais madura, coesa e atenta ao equilíbrio entre virtuosismo e canção. O álbum foi gravado no histórico Sunset Sound, em Los Angeles, estúdio associado a grandes registros da música mundial, e tem produção musical de Gera Penna, tecladista e backing vocals do grupo. A mixagem e a masterização são assinadas por Adair Daufembach.

“Este álbum é resultado de muita dedicação, maturidade e da realização de um sonho. Gravar no histórico estúdio Sunset Sound, em Los Angeles, onde grandes nomes da música mundial registraram seus sucessos, foi uma experiência inesquecível”, afirma o baterista Lufeh. “Temos músicas impactantes, baladas pesadas, uma boa dose de pedal duplo na bateria, solos de guitarra, baixo e teclado, tudo isso misturado com a voz incrível de Ginny Luke.”

O lançamento marca uma transformação importante no processo criativo da Lufeh. Ao contrário do álbum anterior, “Luggage Falling Down” (2020), em que as composições nasceram majoritariamente como instrumentais antes de receberem voz.

Eminence (Foto: divulgação)



“Overwhelmed” foi concebido desde o início com as melodias vocais no centro dos arranjos. O resultado é um repertório mais direto, mas ainda marcado por compassos complexos, mudanças de atmosfera e passagens instrumentais elaboradas.

A formação da banda reúne Duca Tambasco no baixo e backing vocals, Deio Tambasco na guitarra e backing vocals, Gera Penna nos teclados e backing vocals, Lufeh na bateria e Ginny Luke nos vocais.

Convidada especial do álbum, Ginny também toca violino em três faixas: “Overwhelmed”, “Feels Like I’m A Ghost” e “Live The New Today”, adicionando novas texturas ao som da banda.

A Undertime também passou alguns anos de molho e está finalizando os preparativos para o lançamento de seu novo EP, sucessor do elogiado álbum “The Sound Of Hope”. Mais detalhes sobre o trabalho serão divulgados nas próximas semanas.

Segundo o guitarrista Renato Estevam, o novo material seguirá a mesma proposta que marcou o debut da banda, mantendo alto nível de produção e as principais características do progressive metal:

“Será um trabalho no mesmo padrão de qualidade e com todos os elementos que o gênero pede: músicas longas, complexas, ambientações épicas e passagens surpreendentes — sempre com muito bom gosto.”

O primeiro single do novo EP tem lançamento previsto para junho. Para quem ainda não conhece o trabalho da Undertime, o álbum de estreia, “The Sound Of Hope”, apresenta um conceito denso e cinematográfico.

A obra acompanha a jornada de um homem que desperta sozinho no planeta e passa a enfrentar sua própria consciência enquanto busca respostas sobre o que aconteceu com o mundo e uma maneira de restaurar a realidade que conhecia.

Produzido por Tito Falaschi, o disco conta com oito faixas e mais de 1h20 de duração, explorando diferentes atmosferas e construções sonoras típicas do metal progressivo. A arte da capa e o conceito visual foram desenvolvidos pela artista Juh Leidl.

Formada em 2016, em São Paulo, a Undertime é composta por Marcelo Saracino (vocais), Renato Estevam (guitarra), Gustavo Maia (guitarra), André Fernandes (baixo) e Mário Maia (bateria).

Por fim, temos a Epitaph, que faz uma mistura de thrash e metal tradicional com muita competência. Digital Screams” é o mais recente trabalho com evidentes influências de Anthrax e Overkill, instituições do som pesado americano. Todas canções incluem um groove diferente, com mais palhetadas e riffs quebrados, o que demonstra a alta capacidade técnica dos músicos.

As composições mantêm a característica crítica e provocativa que marca o histórico da banda, trazendo mais uma vez a colaboração de Dênis Winston nas letras.

O destaque principal fica para a faixa-título, que conta com a participação especial de Gustavo Demarchi (ex-Apocalyse), vocalista presente como convidado no disco de estreia do grupo e que agora retorna novamente.

Compartilhe...