ZZ Top volta ao Brasil a bordo de’Tres Hombres’, seu álbum mais nicônico

Formação clássica do ZZ Top? Franl Beard (esq.), Billy Gibbons (centro) e Dusti Hill (Foto: divulgação)


A lenda diz que, quando Jimi Hendrix presenteou Billy Gibbons com uma de suas guitarras, perguntou: “Como é possível o ZZ Top soar tão redondo no palco?” O texano, em sua  simplicidade bonachona, respondeu na lata: “É só deixar o blues correr pelo braço da guitarra e se divertir no palco.”

Na essência, o ZZ Tp é uma banda de blues que tempera seu som com muito boogie e groove. É isso o que os brasileiros terão na miniturnê que o trio americano fará pelo país neste ano.

A morte do baterista Frank Beard em agosto, aos 77 anos, não alterou os planos do grupo que, mesmo desfigurado, continua apresentando um show poderoso e inesquecível. O baixista Dusty Hill Morreu em2022 aos 72 anos.

Ver um show dp ZZ Top é inesquecível pelo que o trio representa e pela importância que sua música adquiriu dentro do rock. Nenhuma banda consegue extrair uma sonoridade tão orgânica e limpa quanto o combo de Billly Gibbons.

Sua guitarra fala e gane de forma tão ousada e tão simples que faz parar o tempo para que apreciemos o blues rock da melhor qualidade. É uma instituição texana eu rivakiza com Johnny Winter e Stevie Ray Vaughan (1954-1990), para dizer o mínimo. Desnecessário dizer que é um programa obrigatório.

A vinda do ZZ Top mais uma vez ao Brasil coincide coma chegada às plataformas digitais de mais uma edição remixada e remasteriza de um clássico da discografia da banda, o álbum “Três Hombres”, talvez o mais cintilante de todos os trabalhos do ZZ Top. Ao lado de “Eliminatir”, por conta da quantidade estupenda d hits.

Quando o ZZ Top chegou à fase de gravação de seu terceiro álbum, “Tres Hombres” (1973), a banda já havia encontrado sua sonoridade característica, graças ao engenheiro de som Robin Brian,

Ele instruiu o guitarrista Billy Gibbons a gravar overdubs e dobrar as partes de guitarra sempre que o produtor e empresário Bill Ham se ausentava da sala.

Desta vez, o trio encerrou precocemente as sessões no estúdio Robin Hood, em Tyler (Texas), e seguiu para o Ardent Studios, em Memphis, na esperança de expandir sua obra.

Com Terry Manning na mesa de som, o grupo criou um álbum que era, nas palavras de Gibbons, “grandioso e ousado” e, sem dúvida, um “divisor de águas” na trajetória do ZZ Top.

“!Tres Hombres”, o primeiro álbum de platina da banda, também foi mixado em som quadrifônico. Mais de 50 anos depois, a Rhino aprimorou essa mixagem para sua série de discos Blu-ray “Quadio”. Prepare-se para o impacto.

“Waiting On The Bus” e “Jesus Just Left Chicago”, com toda a sua riqueza sonora e deleite auditivo, servem como uma prévia do que está por vir.

A guitarra de Gibbons e o baixo de Dusty Hill, somados às suas trocas vocais, liberam toda a sua fúria na energia explosiva e contagiante de “Beer Drinkers & Hell Raisers”. Em seguida, ocorre uma leve mudança de clima, com a dinâmica e a interação instrumental ganhando destaque em “Master Of Sparks”.

A bateria sincopada de Frank Beard ricocheteia da frente para trás, enquanto a guitarra e o baixo ocupam os quatro canais como peças de um quebra-cabeça robusto, traçando um mapa misterioso em direção a um bayou repleto de blues e funk.

Não há como não vibrar com o groove avassalador de “Move Me On Down The Line” preencher todo o ambiente, verifique seus batimentos cardíacos e procure terapia imediatamente.

O motivo de essa faixa nunca ter sido lançada como single permanece um mistério; essa honra coube exclusivamente a “La Grange” que, naturalmente, tornou-se um momento decisivo para o ZZ Top.

Aqui, em toda a sua glória quadrifônica, a música explode entre os murmúrios guturais de Gibbons antes de galopar em direção ao pôr do sol. Você vai sentir vontade de tocar o som no volume máximo, três vezes seguidas, só para avisar aos vizinhos quem manda na parada.

O encerramento com “Shiek” e “Have You Heard” resume a essência de “Tres Hombres” de uma maneira simples e direta. O álbum foi concebido para transcender o “Southern Rock”, ao mesmo tempo em que fazia frente a bandas britânicas de peso como Led Zeppelin e Black Sabbath.

 O fato de ainda nos maravilharmos com seu impacto e potência — temperados por sutilezas de elegância e reverência à estrutura do blues, mesmo meio século depois — diz muito sobre o lugar que ele ocupa no panteão do rock and roll americano.

São Paulo (SP)

  • Quando: 21 de novembro de 2026 (sábado), às 21h
  • Abertura da casa: 19h
  • Onde: Suhai Music Hall (SP Market)
  • Ingressos: A partir de R$ 295,00
  • Classificação: 18 anos [12]

Porto Alegre (RS)

  • Quando: 18 de novembro de 2026 (quarta-feira), às 21h
  • Abertura dos portões: 19h
  • Onde: KTO Arena (Av. Severo Dullius, 1995)
  • Ingressos: De R$ 400,00 a R$ 1.895,00 [12]

Curitiba (PR)

  • Quando: 20 de novembro de 2026 (sexta-feira)
  • Onde: Igloo Super Hall [12]

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