“É o auge da música op. Nunca ninguém vai chegar nem perto disso.” Foi assim que o cantor escocês Rod Stewart celebrou, em êxtase, a sua apresentação na praia de Copacabana, no ri de janeiro, em 31 de dezembro de 1994. Segundo estimativas da prefeitura e do Ministério do Turismo, quase 4 milhões de pessoas estiveram no local.
Esse fato é menciono na autobiografia o cantor como uma de suas vitórias na longa carreira de 63 anos. Com voz rouca e potente, virtuoso do blues e da soul music, anuncia agora a sua despedida dos palcos aos 81 anos – não se sabe se a aposentadoria será também dos estúdios, seguindo o caminho de Roger Waters, Glenn Hughes, David Coverdale e alguns outros monstros da música.
“Senhoras e senhores, após muita reflexão e com tristeza, tenho que anunciar que o ano que vem marcará a minha última turnê de todas, de todas, de todas. Não estou me aposentando, mas esta será a última turnê de rock and roll”, afirmou o artista no anúncio oficial da turnê de despedida.
Ele continua: “Quero agradecer a vocês por tudo o que me deram e espero ter retribuído de alguma forma. Por favor, venham me ver na turnê. Vai ser incrível”.
Em agosto, Rod Stewart passou por cirurgia para implante de um stent no coração. Com isso, o cantor precisou cancelar o resto de sua turnê.
Stewart tinha vários shows programados nos Estados Unidos, incluindo seis datas em Las Vegas. Pouco depois, ele faria três apresentações no México, em Monterrey, Guadalajara e na Cidade do México.
O cantor já havia sido obrigado a cancelar várias datas nos Estados Unidos por motivos de saúde em maio e junho. Na ocasião, ele mencionou que sofria de sinusite e laringite.
Em junho, ele precisou receber oxigênio durante um show em Utah e confessou ao público que esteve a ponto de desmaiar, segundo a imprensa.
Coragem
Cantor intuitivo e talentoso, foi rival no blues britânico de Eric Burdon (The Animals) nos anos 60. Surpreendeu ao ser escolhido pelo guitarrista Jeff Beck para a banda sol deste e gravou dois álbuns maravilhosos.
Co a banda The Faces, lançou cinco álbuns em seis anos , todos excelentes, ao mesmo tempo em que manteve uma carreira slo paralela com outros seis dscos tão bons quanto.
A partir de 1975, mudou a trajetória e caiu no mundo pop com tamanha competência que rivaliza em número de hits com o amigo Elton John – curiosamente, ambos fanáticos por futebol e que chegaram a treinar juntos no clube de Elton, o Watford FC.
É um artista corajoso porque nunca teve medo de mudar a carreira e abraça a música pop e a nostalgia, como na série “The American Songbook”, com cinco CDs dedicados à música tradicional americana do século XX. Sua despedida precisa desfrutada em sua plenitude.